Para minimizar os efeitos da crise internacional na economia brasileira é fundamental que os representantes dos segmentos produtivos e da sociedade civil exijam do Governo Federal medidas de redução da carga tributária, por meio da reforma simplificadora do sistema tributário nacional.

Para minimizar os efeitos da crise internacional na economia brasileira é fundamental que os representantes dos segmentos produtivos e da sociedade civil exijam do Governo Federal medidas de redução da carga tributária, por meio da reforma simplificadora do sistema tributário nacional. O alerta foi dado pelo economista Paulo Rabello de Castro em palestra durante reunião-almoço do Sinduscon-RS, no dia 22 de agosto, na sede da Entidade. Caso contrário, segundo Castro, o Brasil continuará na trajetória de incertezas econômicas, conseguindo manter um crescimento em 2011 e 2012 numa média entre 3% e 3,5%, abaixo do previsto pelo Governo Federal, que é de 4,5%. Quanto a uma análise mais de longo prazo, o economista afirma: “a bola de cristal está opaca”.
Com referência à construção civil, o economista lembra que o setor tem bastante fôlego para sustentar a atividade. “Um número significativo de contratações, somado à disponibilidade de crédito imobiliário, garantirá um crescimento freado, pelo menos em curto prazo”, explica. Porém, ao mesmo tempo, faz um alerta: “o nível do endividamento da classe média está muito elevado. Empresas que trabalham com este mercado têm tempo ainda para repensar estratégias”.
Para o coordenador geral do movimento Brasil Eficiente, a crise internacional não será superada em pouco tempo, mas é uma oportunidade para o Brasil crescer economicamente, desde que promovendo as reformas estruturais. “Se priorizarmos a simplificação fiscal, o ganho já será significativo, garantindo uma sustentabilidade econômica mais duradoura”. Para ele, o Brasil também precisa alterar o modelo do autoconsumo para um processo de investimento. “As medidas do Governo Federal têm que potencializar a industrialização local. O modelo adotado não é equivocado, mas vulnerável. Estamos consumindo mais do que produzindo e esta conta será muito pesada num futuro próximo”, conclui o economista.