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Paulo Rabello de Castro: modelo Econômico do Brasil não é equivocado, mas vulnerável

Para minimizar os efeitos da crise internacional na economia brasileira é fundamental que os representantes dos segmentos produtivos e da sociedade civil exijam do Governo Federal medidas de redução da carga tributária, por meio da reforma simplificadora do sistema tributário nacional.


Paulo Rabello de Castro: modelo Econômico do Brasil não é equivocado, mas vulnerável

Para minimizar os efeitos da crise internacional na economia brasileira é fundamental que os representantes dos segmentos produtivos e da sociedade civil exijam do Governo Federal medidas de redução da carga tributária, por meio da reforma simplificadora do sistema tributário nacional. O alerta foi dado pelo economista Paulo Rabello de Castro em palestra durante reunião-almoço do Sinduscon-RS, no dia 22 de agosto, na sede da Entidade. Caso contrário, segundo Castro, o Brasil continuará na trajetória de incertezas econômicas, conseguindo manter um crescimento em 2011 e 2012 numa média entre 3% e 3,5%, abaixo do previsto pelo Governo Federal, que é de 4,5%. Quanto a uma análise mais de longo prazo, o economista afirma: “a bola de cristal está opaca”.

Com referência à construção civil, o economista lembra que o setor tem bastante fôlego para sustentar a atividade. “Um número significativo de contratações, somado à disponibilidade de crédito imobiliário, garantirá um crescimento freado, pelo menos em curto prazo”, explica. Porém, ao mesmo tempo, faz um alerta: “o nível do endividamento da classe média está muito elevado. Empresas que trabalham com este mercado têm tempo ainda para repensar estratégias”.

Para o coordenador geral do movimento Brasil Eficiente, a crise internacional não será superada em pouco tempo, mas é uma oportunidade para o Brasil crescer economicamente, desde que promovendo as reformas estruturais. “Se priorizarmos a simplificação fiscal, o ganho já será significativo, garantindo uma sustentabilidade econômica mais duradoura”. Para ele, o Brasil também precisa alterar o modelo do autoconsumo para um processo de investimento. “As medidas do Governo Federal têm que potencializar a industrialização local. O modelo adotado não é equivocado, mas vulnerável. Estamos consumindo mais do que produzindo e esta conta será muito pesada num futuro próximo”, conclui o economista.

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